Antes de começar o post, vamos organizar: não sou vegana, sigo o que se chama de ovolactovegetarianismo, a pessoa que consome ovos, leite, queijo e seus derivados, porém não a carne.
E
o post não tem nenhum objetivo maior de simplesmente contar sobre as
minhas experiências- se assim posso chamar- nesse ”meio”.
Entre
2009/2010, perdoem minha memória falha, até então com 13/14 anos,
decidi que pararia de comer carnes, devido a uma viagem que fiz ao
nordeste e por consequência acabei sendo apresentada aos animais
quando vivos e respectivamente suas carnes frescas. Lembrando que
isso é comum por lá, até mesmo a venda de galinhas vivas na feira.
Foi
então que decidi me abster de todas as carnes e seus derivados,
assim como frutos do mar também.
Mas...Beatriz,
então você faz isso pelos animais?
Bom,
não é somente pelos animais, mas também por eles. O que eu tive
foi uma aversão instantânea, um misto de dó mas também repulsa.
Vejo de maneira infeliz consumir os animais. Muito hipócrita criar
animais de estimação com toda pompa ( alguns criam até aqueles
mini porcos) e comer outros, ora, uma pessoa que ama animais, ama
todos, não é? Não adianta me dizer que “x “animais são pra
consumo, desculpa, nunca vi um boi com rótulo. Também não digo que
quem tem animais e são carnívoros não os amam, isso jamais. Mas
fiz uma grosseira alusão do que acredito. Minha visão. Minha
Opinião.
Também
evito de cair em contextos religiosos, como, “Deus criou esses
animais para o consumo” ou “vegetais também são vivos), afinal
daria muito 'pano pra manga'.
Com
isso cai-se no loop das discussões de “pois bem Beatriz, use tudo
cruelity free”, e esse post não tem o intuito de me fazer
discursar minha bíblia de opiniões.
E
lá se foi o foco do assunto…Eu sempre me desvio…
Muitos
me perguntam também sobre o motivo de eu escolher manter o ovo no
cardápio, e é muito simples, sigo o seguinte raciocínio (que
loucamente surgiu no mesmo momento que decidi parar com as carnes) :
pães, bolos, salgados -e insira aqui uma lista de alimentos- levam
ovos em suas composições, e francamente não estou disposta a viver
exclusivamente de vegetais e verduras. Seria o mesmo que não comer
carne mas consumir salame, salsicha, peito de presunto…
O
dia-a-dia em prática é muito mais fácil que se imagina, existem
centenas de alimentos tão saborosos e nutritivos quanto e acreditem,
não é algo caro de manter. Sem mencionar as receitas de tudo o que
se imagina na internet, o único lugar que não se conta com
compreensão sobre essa escolha são os fast foods, mas reflitam,
excluímos a junkie food, ou seja, menos gordura nas artérias, haha.
E,
a história de que nada substituí as vitaminas da carne é o conto
do vigário ! Temos sim, alimentos com valor equivalente e maior
valor nutricional. Até porquê, carne com vitamina, afirmo
seguramente, que não é aquele boi lavado com cloro e congelado que
compra-se no mercado.
Mas
só esticando um dos meus tentáculos, e prometo que último, algumas
pessoas ficam com aquela cara de “ué” quando, por ventura me
veem comendo salgadinhos ou whatever o sabor “presunto” “bacon“
“churrasco”. Só um recado: Tenham em mente que aquilo é feito
de milho/batata/ trigo e aromatizado artificialmente. Até porquê
vamos analisar: onde, no mundo, cebolitos tem gosto de cebola?
Finalizando…
Digo
que EU – eu, eu, eu-não visitei o nutricionista, nunca fiz nenhum
acompanhamento e muito menos tomei vitaminas, e ainda sim, minha
saúde teve uma boa melhora(embora saibamos que minha missão na
Terra é enriquecer as farmácias e laboratórios, minhas visitas
diminuíram bastante), mas isso acontece porque tive uma substituição
de vitaminas bastante equivalente e o meu organismo respondeu bem a
isso, mas, a decisão sábia é visitar nutricionistas para balancear
a dieta.